Bom dia! - domingo, 23 de fevereiro de 2020
Colégio Estadual de Pedra Vermelha Fechará Mais Um Ano Caindo aos Pedaços. Notícias
07/12
às 11:19
2018
Colégio Estadual de Pedra Vermelha Fechará Mais Um Ano Caindo aos Pedaços.
Mais uma vez o fim de um ano letivo abre expectativa de mais um ano de sofrimento para os alunos do CEPEV, depois de tantas promessas de início da construção do prédio próprio.

O Site Montesanto.net já publicou duas grandes reportagens sobre o Colégio Estadual de Pedra Vermelha, visando chamar a atenção das autoridades do Estado, com o intuito de que seja construído um Colégio para abrigar a instituição que foi declarada de Médio Porte e abriga atualmente mais de 600 alunos.

 

O que percebemos é um jogo de “empurra-empurra” entre o Estado e o Município, sobre a responsabilidade da localidade onde deve ser edificada a sede própria do Colégio CEPEV que há mais de 4 anos vem funcionando num antigo prédio que abrigava uma creche e ainda está literalmente caindo aos pedaços sem que o Estado faça alguma intervenção ou que os proprietários que recebem alugueis do Estado façam a manutenção para garantir um mínimo de dignidade aos alunos.


Chamamos a atenção novamente para o descaso para com a Educação, fatos que continuam ocorrendo naquele importante Distrito do Município de Monte Santo.


Quando é que o Estado vai assumir que é de sua responsabilidade encontrar um local adequado para edificar o tão sonhado Colégio Estadual de Pedra Vermelha?


Nunca é demais relembrar as reportagens anteriores para quem quiser conferir e saber que de lá para cá pouco ou nada tem sido feito e todos os anos alunos se formam no Ensino Médio e só podem levar lembranças do convívio com os colegas e a esperança de esquecerem os sofrimentos causados pelo desconforto das salas de aula superlotadas, mobiliário sucateado, falta de água e local adequado para confecção de merendas, falta de banheiros adequados e sem um pátio para estarem nos momentos de intervalo entre as aulas.


Nesta quarta-feira 05/12 uma forte chuva caiu sobre o Distrito de Pedra vermelha e como mostra o vídeo abaixo, fornecido pelo por uma funcionária, foi o suficiente para fazer desabar parte da estrutura do Colégio, vindo abaixo o forro dos banheiros, fios condutores de eletricidade e parte do telhado da cozinha alagando todo o ambiente do Colégio, causando pânico inclusive com o enchimento de uma cisterna e por não existir ponto de esgotamento das águas pluviais ocorreu o alagamento de todo o imóvel, resultando na suspensão das aulas para que os poucos funcionários providenciassem a limpeza.

Revejam as reportagens: 

22/01

às 6:29:

2016

DESCASO NA EDUCAÇÃO - COLÉGIO DE PEDRA VERMELHA CAINDO AOS PEDAÇOS DESCASO

Cerca de 500 alunos condenados a estudar em situações desumanas no Colégio CEPEV em Pedra Vermelha Monte Santo.

 

 

Desde o mês de fevereiro de 2015, época em que o Governador do Estado da Bahia esteve na Sede do Município de Monte Santo, trava-se uma batalha onde a comunidade estudantil do Distrito Pedra Vermelha, quase 500 alunos matriculados no Colégio Estadual de Pedra Vermelha que abriga o Ensino Médio oferecido para atender a grande região de “Pedra Vermelha” e adjacências reivindica do Município de Monte Santo um terreno para que venha a ser doado ao Estado da Bahia para a construção do prédio próprio da Instituição de Ensino.


O Governador do Estado demonstrou durante a visita uma sensível boa vontade e até mostrou-se surpreso ao saber que os alunos que estudavam no Colégio José Andrade naquele Povoado haviam sido abrigados em um prédio provisório e sem qualquer estrutura para oferecer um Ensino de qualidade, solicitando ao Senhor Prefeito naquela ocasião imediata providência em proceder a escolha de um terreno e fazer tramitar doação do mesmo ao Estado para que fosse iniciada a construção do prédio pelo Estado.


Uma caravana de alunos e representantes da Comunidade de Pedra Vermelha e Adjacências liderada por uma Comissão de representação formada pela Diretora, um Professor, um funcionário, um pai de aluno, um aluno e um representante de Associação de nome Jânio compareceu à Câmara de Vereadores durante uma Sessão e ali foi formalizada uma reivindicação, lida por uma aluna do CEPEV e entregue pela Direção do Colégio à Presidente da Mesa Diretora da Câmara de Vereadores - Paulina Rodrigues,  diante do Plenário e os Secretários do Executivo e de Articulação Política do Prefeito Jorge Andrade, que ouviram a Comissão e se comprometeram dar prioridade à causa dos Estudantes de Pedra Vermelha, pedindo um tempo de 15 a 30 dias para resolverem o problema.


O tempo foi passando e após os 30 dias alguns Vereadores até se lembraram em plenário sobre o assunto e se pronunciaram, havendo inclusive Vereador que representa a Comunidade de Pedra Vermelha e Adjacências, eleito por expressiva votação naquela região, mas em seguida tudo caiu no esquecimento das autoridades do Executivo e do Legislativo Municipal que poderiam muito bem terem empreendido esforços para atender aquela situação urgente e um ano letivo se passou em que os quase 500 alunos do Ensino Médio daquela região sofreram as amarguras de estudarem em péssimas instalações.

Num rol de falta de estrutura estão: Cozinha e banheiros funcionando num mesmo espaço físico, não havendo uma cantina e nem área coberta para que os alunos possam estar durante os intervalos de aulas, ficando sujeitos ao sol durante o dia, ao relento durante a noite e presos nos dias de chuvas.


A Escola funciona num prédio alugado ao Estado, pertencente a parentes do Prefeito Municipal, vindo daí a suspeita de que este seria o motivo da falta de interesse do Prefeito em encontrar um local para doar ao Estado para a construção do Colégio e o pior é que o prédio que abriga o Colégio Estadual de forma provisória encontra-se numa rua também provisória, aberta de forma irregular sobre terrenos de particulares, objeto de disputa judicial segundo uma moradora do local que se diz dona de parte do terreno da viela que sem qualquer manutenção é toda esburacada, repleta de lixo e escombros como se vê nas fotos e quando chove fica alagada impossibilitando a passagem de pedestres com água até no portão do Colégio, situação que revoltou pais e alunos nos últimos dias em que a Escola encontra-se aberta para recebê-los durante as matrículas para o ano letivo de 2016.


O descaso é completo e o prédio não recebe verbas para manutenção pelo Estado e nem qualquer manutenção por parte dos proprietários ou do Município de Monte Santo, não se sabendo que tipo de Convênio ou Contrato feito entre proprietários e Estado no tocante à manutenção, não havendo sequer calçamento da área interna onde os alunos circulam nos intervalos e por ocasião das chuvas até o teto de um dos dois banheiros desabou. 


As salas de aula sem ventilação, com carteiras velhas, a maioria delas sem apoio para os cadernos de forma que os alunos realizam suas atividades com os cadernos apoiados ao colo. As carteiras são sucatas descartadas, trazidas de uma Escola Estadual que fechou em Salvador, estando as mesmas necessitando de reformas, quadros de anotações e mesas do professor da pior qualidade, livros amontoados dentro das salas de aula por falta de armários e espaço para almoxarifado, espaço da Diretoria, Secretaria e Sala de professores funcionando num cubículo único de 6 metros quadrados e até as Faxineiras e Merendeiras contratadas pelo Município estão há 3 meses sem receber qualquer pagamento, sabendo-se que existe uma parceria entre o Estado e o Município, mas a situação não podia ser pior naquela Unidade Escolar: A água utilizada para consumo dos alunos e uso na cozinha, vem de uma cisterna colocada no patio do Colégio, os banheiros não tem descarga por conta da falta d'água e são utilizados baldes para a higiene dos vasos sanitários, portas sem fechadura; vidraças quebradas, infiltrações nas paredes, telhas quebradas, teto sem forro e goteiras nos dias chuvosos atingindo alunos e livros amontoados nas salas de aula já que não existe espaço para uma Biblioteca, isso desde o início do ano passado,.Vale ressaltar que a verba destinada para as Secretarias de Educação, Cultura, Turismo e Esporte é a  maior do Município, aproximadamente R$52.000.000,00 (Cinquenta e dois milhões de reais) valor estimado no Orçamento para o Exercício de 2016, que inclusive mesmo diante do período de crise teve aumento e superou os valores relativos aos anos anteriores.  


A Comunidade estudantil, pais de alunos, professores e funcionários esperam uma providência do Município na sua necessária parcela de contribuição para que ainda em 2016 o problema seja resolvido para que o Ensino possa melhorar e que os formandos no Ensino médio daquela região saiam com bagagem suficiente para enfrentar o ENEM e conseguirem a tão sonhada vaga no Ensino Superior.

 

15/09

às 9:59:

2016

CEPEV pede atenção do Estado

600 alunos poderão ficar sem aula

 

Uma Escola não funciona apenas com Direção e Professores, necessita de espaço físico, material didático e pessoal de apoio (Vice-Diretor, Secretário, Merendeira, Faxineira, Vigilante), porém há quase dois anos o Colégio Estadual de Pedra Vermelha vem funcionando de forma precária num prédio adaptado no Distrito, para abrigar quase 600 alunos, em face do Estado ter criado o Colégio sem  ter construído um prédio próprio e o funcionamento se deve ao uso de um prédio de particular sem que o Estado tenha formalizado Contrato, com pagamento de energia que ainda vinha sendo feito pelo proprietário para não ver seu nome sujo no SERASA e com funcionários de apoio cedidos pela Prefeitura para que os alunos pudessem estudar já que na Sede do Município não existe espaço para abrigar mais 600 alunos da Zona Rural da Região de Pedra Vermelha.


Importante esclarecer a população que desde os primeiros contatos dos representantes do Estado (Secretaria Estadual de Educação e DIREC-Serrinha) com o proprietário do prédio, Sr. Nailton, residente em Pedra Vermelha, já foram solicitadas umas três vezes a documentação atualizada de contas de emergia e IPTU do imóvel para que a conta de energia passasse a figurar como Contrato do Estado com a Coelba, entretanto a Coelba necessita também de um Contrato do Estado com o proprietário, daí que por falta desse documento ainda não assinado pelo Estado as contas de energia continuam chegando em valores muito altos em nome do proprietário.


Recentemente o proprietário, novamente cobrou providências das autoridades Estaduais da Educação no sentido de formalizar o Contrato e iniciar os pagamentos de aluguéis e energia, que já se acumulam desde o início da entrega das chaves ao Estado sem nenhum valor pago até o presente momento, chegando ao ponto da energia do Colégio ter sido cortada nesta terça-feira (13/09) sem prévio aviso e ainda que ali funcione uma Instituição de Ensino, o fato de ainda não ter sido formalizado o Contrato continua a conta em nome do proprietário que com certeza não é o beneficiário do uso da energia ali consumida e sequer recebe qualquer valor de aluguel do prédio.


Equipe: MonteSanto.net
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